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8571648417 confraria dos espadas Fonseca, Rubem Companhia das Letras Livro Décimo oitavo livro publicado por Rubem Fonseca (o nono de contos), A Confraria dos Espadas reúne oito narrativas cujo tema é o prazer e/ou a morte. Na primeira, “Livre-arbítrio”, um homem escreve cartas explicando com orgulho prazeroso de que maneira se põe a serviço de mulheres que querem encontrar a morte. Em termos simples, ele sugere o fundamento filosófico de suas ações: “Não se trata de terminar com a vida de uma pessoa que sofre de uma doença incurável ou de um sofrimento intolerável, de levá-la ao suicídio [. . . ]. O livre-arbítrio no ato de encerrar a vida só é autêntico se a pessoa é tranqüila, saudável, lúcida e gosta de viver”. Aqui a soberania do ato de escolher é exercida com radicalismo, mas ainda assim o conto fornece uma chave de leitura para os outros: com variações no grau de explicitação, em todos eles há situações nas quais a escolha reflete com nitidez o modo de ser dos personagens. De todo modo, o pulso firme que os comanda é o do autor, que tem no domínio do ritmo narrativo uma de suas armas mais fortes. Nos narradores de Rubem Fonseca brilha um aguçado senso de medida quanto às informações a serem distribuídas ao leitor: eles controlam o que e quando contar, tensionam ou distendem a história, criam uma espécie de onda rítmica para apanhar o leitor e levá-lo ao desfecho. “Cada livro dele não é só uma viagem que vale a pena: é uma viagem de algum modo necessária. ” Essa frase de Thomas Pynchon sobre Rubem Fonseca se confirma com A Confraria dos Espadas. 2017-11-29T00:00:00Z 1998 por https://alexandria.dpu.def.br/pesquisa/titulo.jsf?codigo=2085 source
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Defensoria Pública da União
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DPU
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Português
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Décimo oitavo livro publicado por Rubem Fonseca (o nono de contos), A Confraria dos Espadas reúne oito narrativas cujo tema é o prazer e/ou a morte. Na primeira, “Livre-arbítrio”, um homem escreve cartas explicando com orgulho prazeroso de que maneira se põe a serviço de mulheres que querem encontrar a morte. Em termos simples, ele sugere o fundamento filosófico de suas ações: “Não se trata de terminar com a vida de uma pessoa que sofre de uma doença incurável ou de um sofrimento intolerável, de levá-la ao suicídio [. . . ]. O livre-arbítrio no ato de encerrar a vida só é autêntico se a pessoa é tranqüila, saudável, lúcida e gosta de viver”. Aqui a soberania do ato de escolher é exercida com radicalismo, mas ainda assim o conto fornece uma chave de leitura para os outros: com variações no grau de explicitação, em todos eles há situações nas quais a escolha reflete com nitidez o modo de ser dos personagens. De todo modo, o pulso firme que os comanda é o do autor, que tem no domínio do ritmo narrativo uma de suas armas mais fortes. Nos narradores de Rubem Fonseca brilha um aguçado senso de medida quanto às informações a serem distribuídas ao leitor: eles controlam o que e quando contar, tensionam ou distendem a história, criam uma espécie de onda rítmica para apanhar o leitor e levá-lo ao desfecho. “Cada livro dele não é só uma viagem que vale a pena: é uma viagem de algum modo necessária. ” Essa frase de Thomas Pynchon sobre Rubem Fonseca se confirma com A Confraria dos Espadas.
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Companhia das Letras
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1998
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8571648417
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