Prospecção sobre Inovação e IA - 26/11/2025

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Tipo de documento: Recurso eletrônico
Idioma: Português
Publicado em: JFSP 2025
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spelling Prospecção sobre Inovação e IA - 26/11/2025 Inovação Programa de Gestão e Inovação (iNovaJusp) Poder Judiciário Inteligência artificial Trabalho Estudo Tendência Setor público Emprego Relatório Legislação Linguagem simples Notícias: Linguagem simples é ferramenta de inclusão plena e de justiça social https://www.conjur.com.br/2025-nov-25/quando-o-estado-fala-dificil-o-cidadao-fica-de-fora-a-linguagem-simples-como-ferramenta-de-inclusao-plena/ 6 principais tendências tecnológicas no setor público para 2026 https://www.sydle.com/br/blog/tecnologia-no-setor-publico-6740c1b242a65c5990f446a3 A Bolha da IA generativa no Poder Judiciário: o tamanho do risco https://www.conjur.com.br/2025-nov-21/a-bolha-da-ia-generativa-no-poder-judiciario-o-tamanho-do-risco/ Gemini 3: Google pavimenta morte de links e chatbots de IA e desafia Nvidia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2025/11/24/gemini-3-google-pavimenta-morte-de-links-e-chatbots-de-ia-e-desafia-nvidia.htm Uso estratégico de dados e de inteligência artificial no diagnóstico da força de trabalho marca debates do Seminário Nacional sobre DFT https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/uso-estrategico-de-dados-e-de-inteligencia-artificial-no-diagnostico-da-forca-de-trabalho-marca-debates-do-seminario-nacional-sobre-dft IA deve transformar (e não eliminar) empregos, indica novo relatório https://olhardigital.com.br/2025/11/26/pro/ia-deve-transformar-e-nao-eliminar-empregos-indica-novo-relatorio/#google_vignette Oficinas e debate sobre inovação no Judiciário encerram IV Encontro Nacional da Rede de Inteligência do Poder Judiciário https://www.trt21.jus.br/noticias/noticia/oficinas-e-debate-sobre-inovacao-no-judiciario-encerram-iv-encontro-nacional-da Bibliotecas e ação climática: convergências para a educação ambiental em São Paulo https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/gestao-politica-sociedade/bibliotecas-e-acao-climatica-convergencias-para-a-educacao-ambiental-em-sao-paulo Tribunais do RS organizam evento sobre desastre climático e preservação da Memória Institucional https://www.trf4.jus.br/trf4/controlador.php?acao=noticia_visualizar&id_noticia=29729 Brasil tem sete novas inscrições no Registro Memória do Mundo da UNESCO para América Latina e Caribe https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br/canais_atendimento/imprensa/copy_of_noticias/brasil-tem-sete-novas-inscricoes-no-registro-memoria-do-mundo-da-unesco-para-america-latina-e-caribe O Poder do Rabisco: Como o Pensamento Visual Desbloqueia a Inovação https://pt.linkedin.com/posts/rede-inovagov_o-poder-do-rabisco-como-o-pensamento-visual-activity-7394813893203632128-6KXD ÍRIS completa seis anos como referência em inovação pública no Ceará e projeta futuro orientado a dados https://nossomeio.com.br/iris-completa-seis-anos-como-referencia-em-inovacao-publica-no-ceara-e-projeta-futuro-orientado-a-dados/ Anonimizador de processos - 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(II Seminário Internacional de Laboratórios de Inovação no Setor Público 2025) https://inovagov.enap.gov.br/content/show/213 View of Guide for the use and Reporting of Artificial Intelligence in Scientific-Academic Journal https://www.revistas.una.ac.cr/index.php/EDUCARE/article/view/19830/31541 Prospecção de Inovação e IA da Biblioteca JF3R-SP - 26/11/2025 Destaques desta edição: 6 principais tendências tecnológicas no setor público para 2026 IA deve transformar (e não eliminar) empregos, indica novo relatório Nova lei obriga o uso de linguagem simples na administração pública [Podcast] Acesse a edição completa: www.jfsp.jus.br/bibliotecas/pesquisa O documento "Prospecção Inovação e IA 26-11-2025.pdf" reúne uma série de artigos e notícias que discorrem sobre a interseção entre inovação, tecnologia — com ênfase particular na Inteligência Artificial (IA) — e o setor público, abrangendo desde a comunicação governamental até a gestão de pessoas e a administração da justiça. O material oferece uma visão multifacetada dos desafios e oportunidades que surgem com a transformação digital, contextualizando o cenário brasileiro com exemplos práticos e regulamentações pertinentes. I. A Política Nacional de Linguagem Simples (PNLS) como Ferramenta de Inclusão e Justiça Social O documento inicia com uma profunda reflexão sobre a Política Nacional de Linguagem Simples (PNLS), instituída pela Lei nº 15.263. Este tema central é abordado não apenas sob uma perspectiva gramatical, mas também sob o prisma do Direito Administrativo e da Sociolinguística, destacando o dever estatal de inteligibilidade. Principais temas e pontos-chave: A PNLS é apresentada como uma iniciativa fundamental para garantir que a comunicação oficial dos órgãos públicos seja clara, objetiva e, acima de tudo, universalmente acessível. O texto argumenta que a complexidade burocrática e o jargão técnico tradicionalmente atuam como "verdadeiras barreiras de acesso à justiça e à cidadania", penalizando desproporcionalmente indivíduos em situação de vulnerabilidade e com baixo letramento. A clareza, nesse contexto, torna-se um "imperativo de justiça social", visto que um erro de interpretação em documentos vitais, como os relacionados a benefícios sociais ou prazos processuais, pode resultar na exclusão de direitos fundamentais. A Linguagem Simples é, portanto, um mecanismo amplo de inclusão. Um ponto de discussão significativo reside na vedação expressa da lei ao uso de "novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas" (Artigo 5º, XI). O documento faz questão de contextualizar essa disposição, esclarecendo que não deve ser interpretada como uma diminuição da representatividade da comunidade LGBTQIAPN+ ou um cerceamento do debate sobre linguagem neutra em outros espaços sociais. Pelo contrário, a norma culta da língua portuguesa, em sua flexibilidade, já oferece mecanismos de inclusão. A proibição, dentro do contexto oficial, visa priorizar a "universalidade da compreensão", protegendo o "hipossuficiente linguístico" – aquele que não pode arcar com o risco de um erro de interpretação de um comunicado estatal, evitando que formas linguísticas ainda não consolidadas gerem, paradoxalmente, mais exclusão. Informações relevantes e dados importantes: Lei nº 15.263: Instituição da Política Nacional de Linguagem Simples. Artigo 5º, XI: Vedação a novas formas de flexão de gênero e número em comunicação oficial que contrariem regras gramaticais consolidadas. Propósito da PNLS: Estabelecer um dever estatal de inteligibilidade, focando na comunicação oficial do governo. Contextualização do conteúdo: O artigo enfatiza que a PNLS não é uma intervenção na liberdade de expressão social, mas uma medida pragmática e democrática do Estado, que, como ente que se dirige a uma nação heterogênea, tem a obrigação de garantir que seus comunicados sejam acessíveis a todos. A discussão é cuidadosamente equilibrada entre a necessidade de inclusão e a manutenção da clareza inquestionável em atos administrativos que impactam diretamente a vida dos cidadãos. Insights, conclusões e recomendações significativas: A PNLS é caracterizada como um "ato de responsabilidade institucional", que convida ao reconhecimento de que a comunicação governamental deve focar no cidadão mais vulnerável. A lei demarca um território onde a "clareza absoluta é um requisito de validade e eficácia do ato administrativo", representando um passo decisivo para uma administração pública que busca servir a todos, sem exceção, com polidez, precisão e, sobretudo, inteligibilidade. II. Tendências Tecnológicas e a Transformação Digital no Setor Público para 2026 O documento avança para explorar as principais tendências tecnológicas que prometem revolucionar o setor público até 2026. O contexto é o de uma "aceleração inédita" na transformação digital, impulsionada pelos paradigmas da Indústria 4.0 e da Sociedade 5.0, com o objetivo primordial de alinhar a gestão governamental às demandas de um cidadão que exige serviços ágeis, acessíveis e transparentes. Principais temas e pontos-chave: O texto detalha seis tendências tecnológicas que serão decisivas na elevação do padrão de governança: Inteligência Artificial (IA): Crescente uso para aprimorar a capacidade de análise e decisão, identificar fraudes, combater a corrupção e automatizar o atendimento ao público e o processamento de solicitações. O documento cita o exemplo da IA no Judiciário brasileiro. Interoperabilidade de dados: Permite o compartilhamento seguro e eficaz de informações entre diferentes órgãos públicos, facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços e promovendo uma visão unificada dos dados. Plataformas como o GovData são mencionadas como cruciais para essa integração. Automação de processos: Simplifica tarefas repetitivas e burocráticas, economizando tempo e recursos, permitindo que os servidores se concentrem em atividades mais estratégicas, elevando a eficiência e a qualidade dos serviços. Inteligência de dados: O uso de análises avançadas (Big Data) para transformar grandes volumes de dados em insights úteis, orientando a tomada de decisão, monitorando padrões e antecipando necessidades da população para formular políticas públicas mais eficazes. Blockchain para transparência e segurança: Ganha força como solução para garantir a transparência, segurança e rastreabilidade das informações, especialmente em registros financeiros e contratos, diminuindo riscos de fraude e aumentando a confiança pública. Low code: Plataformas que minimizam a programação manual convencional, acelerando o desenvolvimento de softwares e aplicativos com menor tempo, custo e esforço, resultando em maior agilidade e aderência às necessidades do negócio. A Lei de Governo Digital no Brasil (Lei nº 14.129/2021) é apresentada como o arcabouço legal que estabelece as diretrizes para essa digitalização, visando modernizar e desburocratizar a administração pública. Seus principais pontos incluem transformação digital e acessibilidade, simplificação e integração dos serviços, interoperabilidade e compartilhamento de dados, privacidade e proteção de dados, automação e inteligência artificial, e transparência e controle social. Informações relevantes e dados importantes: As tecnologias são capazes de assegurar maior precisão nas informações, segurança no uso de dados e tornar processos mais produtivos. Exemplos de tecnologias citadas: IA, chatbots, Internet das Coisas (IoT), Big Data. A Lei de Governo Digital busca simplificar a interação entre governo e cidadãos. Contextualização do conteúdo: A tecnologia no setor público é vista como um facilitador do trabalho humano e um catalisador para uma gestão mais eficaz, otimizando o tempo de resposta e permitindo o acesso a informações precisas para a formulação de políticas públicas alinhadas às necessidades reais da população. O texto enfatiza que o objetivo não é apenas modernizar, mas alinhar a gestão governamental às demandas de um cidadão cada vez mais digital. Desafios na implementação: O documento também aborda os "desafios significativos" na implementação tecnológica, que incluem: Limitações orçamentárias: Restrições financeiras dificultam o investimento contínuo. Segurança de dados: A digitalização exige proteção rigorosa de informações sensíveis. Falta de interoperabilidade: A complexidade da integração entre sistemas e órgãos causa duplicação de dados e ineficiência. Infraestrutura básica: A ausência de uma base tecnológica robusta inviabiliza inovações. Conformidade legal: A necessidade de adaptação constante a mudanças regulatórias, como as leis de proteção de dados e uso ético da IA. Insights, conclusões e recomendações significativas: Superar esses desafios exige um forte engajamento dos servidores, programas de capacitação específicos para o setor público, explicação clara dos benefícios da tecnologia, e a criação de um ambiente que valorize a inovação contínua. O documento conclui que a gestão digital pública não só é possível, mas "essencial para atender as demandas da população com agilidade e eficiência". III. A "Bolha da IA Generativa" no Poder Judiciário: Riscos e Regulamentação Um dos artigos mais críticos e provocadores do documento aborda a emergência da "Bolha da IA Generativa" no Poder Judiciário, um cenário de risco não declarado que surge da adoção acelerada e opaca de Modelos de Linguagem de Larga Escala (LLMs) privados por magistrados e servidores. Esta prática, motivada pela busca por produtividade, colide diretamente com o regime de transparência e accountability estabelecido pela Resolução CNJ nº 615/2025. Principais temas e pontos-chave: A "Bolha da IA Generativa" é definida pela tensão entre a busca por eficiência e as exigências regulatórias. A Resolução CNJ nº 615/2025, de 11 de março de 2025, é o principal marco regulatório que busca equilibrar eficiência com ética e devido processo legal no uso de IA no Judiciário. Seus objetivos centrais incluem assegurar que o uso de IAGen esteja em consonância com pressupostos éticos como dignidade humana, não discriminação, devido processo legal e accountability. Para isso, estabelece mecanismos de conformidade, como a classificação de risco (Risco Baixo, Risco Alto e Risco Excessivo – atividades vedadas) e impõe o requisito de transparência e explicabilidade (Artigo 4º, XVIII). A Resolução permite o uso auxiliar de IAGen para "produção de textos de apoio" (Baixo Risco – BR4), mas veda categoricamente a substituição da avaliação humana sobre provas ou perfis, exigindo que a supervisão e a versão final sejam sempre realizadas pelo magistrado, associadas aos deveres de compliance e accountability. O texto argumenta que a "Bolha" se forma devido à "lógica da produtividade" e ao desconhecimento sobre o funcionamento dos modelos de linguagem. A cobrança por altas taxas de output (atos processuais) cria uma pressão direta que leva o agente a utilizar a IAGen como um "atalho" para cumprir metas com menor esforço. O disclaimer (aviso de uso), exigido pela Resolução (Artigo 19), é percebido como um "custo administrativo e de accountability", demandando tempo e expondo a atos judiciais a questionamentos, o que incentiva a omissão da transparência. O conceito de Problema de Agência é utilizado para explicar essa dinâmica, desdobrando-se em duas camadas no Judiciário: Camada Institucional (CNJ vs. Magistrado): O magistrado (agente) omite o disclaimer para maximizar as métricas de produtividade, gerando opacidade e inviabilizando a fiscalização do CNJ (principal). Camada Operacional (Magistrado vs. Assessor/Servidor): O assessor/servidor (agente), sob pressão, delega o julgamento à máquina, aceitando o output da IAGen sem revisão adequada, o que transfere o risco de "alucinação" ou viés da máquina para o magistrado (principal), impedindo a Supervisão Humana Efetiva (Artigo 3º, VII). A metáfora econômica da bolha é empregada para ilustrar que, embora a "produtividade do gabinete" possa crescer insustentavelmente de forma descolada do seu valor real (segurança jurídica, transparência, direito à informação), a especulação (promessa de eficiência da IA) é insustentável. Os riscos incluem nulidade do ato judicial (por vício de motivação/fundamentação) e viés e alucinação oculta (inserção de riscos probabilísticos como conclusões inquestionáveis, violando o princípio da Não-Discriminação - Artigo 3º, I). Informações relevantes e dados importantes: Resolução 615/2025 do CNJ: Institui diretrizes éticas e de accountability para o uso de IA no Judiciário. Artigo 19, § 6º: Exige o uso do disclaimer. Problema de Agência: Conflito de interesses entre o principal e o agente. Riscos da Bolha: Nulidade do ato judicial, viés e alucinação da IA. Contextualização do conteúdo: A "Bolha da IA Generativa" se forma na tensão entre a busca desenfreada por eficiência e as exigências fundamentais de transparência e responsabilidade no Judiciário. O documento aponta que, em nome do resultado, o fundamento real (transparência, direito à informação, controle) é arredado, criando um risco de "explosão" quando a realidade confronta essa especulação. Insights, conclusões e recomendações significativas: O disclaimer é a ferramenta crucial de transparência que confronta a opacidade da Bolha, sendo o "ato de responsabilidade humana que assegura o devido processo legal". O texto conclui que a Bolha é inviável no longo prazo e que a omissão do disclaimer criará um "passivo decisório" que resultará em erros graves, expondo a confiança e a reputação do Judiciário. A recomendação é clara: é urgente que magistrados e assessores assumam o disclaimer como garantia de accountability e proteção do devido processo legal, pois "não se deve trocar a validade de um ato judicial pela simples produtividade estatística". IV. Inovação, Dados e Gestão de Pessoas no Setor Público Esta parte do documento destaca como a inovação e o uso estratégico de dados e IA estão moldando a gestão pública, com exemplos concretos e discussões sobre o futuro do trabalho. Principais temas e pontos-chave: Seminário Nacional sobre Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT): Promovido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o seminário enfatizou o papel dos dados para decisões estratégicas na administração pública. O DFT tem ampliado a capacidade dos órgãos em identificar gargalos e perfis profissionais com base em evidências, orientando ações como concursos e movimentações. O Sistema de Dimensionamento de Pessoas (Sisdip) será integrado ao Sistema de Gestão de Pessoas (Sigepe), formando o "Sigepe DFT", visando melhorar a usabilidade, evitar duplicidade de dados e facilitar o acesso ao conteúdo. O painel de Business Intelligence (BI) em desenvolvimento pelo MGI visa proporcionar transparência das informações e subsidiar a tomada de decisão. Houve um crescimento expressivo: de 1.143 unidades dimensionadas em 61 órgãos em 2024 para 4.727 unidades em 114 órgãos até julho de 2025. IA e o Futuro do Trabalho (Relatório McKinsey Global Institute): Um relatório da McKinsey busca dissipar o temor da substituição em massa de empregos pela IA. O estudo, intitulado "Agentes, robôs e nós: Parcerias de habilidades na era da IA", sugere que o futuro do trabalho dependerá da colaboração entre pessoas, agentes digitais e robôs. Embora a IA possa automatizar tarefas repetitivas, "habilidades humanas permanecem essenciais", especialmente as sociais, emocionais e de cuidado (mediação de conflitos, design thinking, negociação). A IA deve liberar profissionais de tarefas rotineiras, permitindo que se concentrem em decisões complexas, criatividade e cuidado, semelhante ao que a calculadora fez pela matemática. A demanda por fluência em IA cresceu sete vezes em dois anos, indicando um ajuste rápido do mercado. IV Encontro Nacional da Rede de Inteligência do Poder Judiciário: Este evento reuniu especialistas para compartilhar experiências em gestão de precedentes e ferramentas tecnológicas. As oficinas, que incluíram a Justiça do Trabalho, Estadual, Federal e Eleitoral, além de instituições externas, focaram na resolução de problemáticas como a litigância abusiva e a implantação efetiva da rede de inteligência. A "horizontalidade" é uma característica fundamental dos Centros de Inteligência, onde todos os níveis de atuação participam da construção do conhecimento coletivo para uma Justiça mais célere e eficaz. ÍRIS – Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará: O ÍRIS é apresentado como um protagonista na transformação digital, com o compromisso de aproximar o cidadão dos serviços públicos. Dentre suas entregas, destacam-se o Ceará App, a Política Estadual de Linguagem Simples (referência nacional), a aplicação de Linguagem Simples, Direito Visual e Design Editorial em editais do Ministério da Cultura, e a adoção do WhatsApp como canal oficial de serviços públicos, enviando milhões de lembretes e impactando positivamente a comunicação com a população. O laboratório visa consolidar um governo orientado a dados, com plataformas integradas e ferramentas preditivas. Anonimizador LexMind: Uma ferramenta de demonstração que visa a conformidade com a Resolução CNJ nº 615/2025. Permite o upload de arquivos PDF de processos judiciais ou a colagem de texto para anonimização local no navegador, garantindo que "nenhuma informação é enviada para servidores externos". Informações relevantes e dados importantes: DFT premiado com o segundo lugar no prêmio Agilidade Brasil 2025. McKinsey estima que 57% das horas de trabalho nos EUA poderiam ser automatizadas, mas a IA deve transformar, não eliminar empregos. Demanda por fluência em IA cresceu 7 vezes em 2 anos. ÍRIS alcançou reconhecimento internacional com o Cheryl Stephens Innovation Award. Contextualização do conteúdo: Esta seção ilustra a natureza dinâmica e estratégica da adoção tecnológica no setor público, mostrando como a gestão de dados e a IA não são apenas ferramentas para modernização, mas também para aprimorar a eficiência, a transparência e a capacidade de resposta às necessidades da sociedade. Os desafios são reconhecidos, mas as estratégias para superá-los e as oportunidades geradas são enfatizadas. Insights, conclusões e recomendações significativas: A integração de tecnologia na gestão pública, a exemplo do DFT e do ÍRIS, é crucial para tornar os processos mais estratégicos e baseados em evidências. A perspectiva de que a IA transformará os empregos, exigindo novas habilidades e parcerias humano-máquina, ressalta a necessidade de adaptação e capacitação contínua. A importância da inovação no Judiciário, com a Rede de Inteligência e ferramentas como o Anonimizador LexMind, demonstra um esforço para equilibrar eficiência, ética e segurança jurídica na era digital. V. Preservação da Memória, Cultura e Ambientalismo em Instituições Públicas O documento também explora a vital importância da preservação da memória, do patrimônio cultural e documental, e do papel das instituições como bibliotecas na educação ambiental e na conscientização sobre as mudanças climáticas. Principais temas e pontos-chave: Bibliotecas e Ação Climática em São Paulo: O artigo "Bibliotecas e ação climática: convergências para a educação ambiental em São Paulo" destaca o "imenso potencial" das bibliotecas (escolares, públicas e especializadas) como "aliadas estratégicas na educação ambiental e na promoção da sustentabilidade". Apesar de São Paulo possuir um arcabouço institucional robusto para a crise climática (Política Municipal de Mudança do Clima, Plano de Ação Climática, Plano Municipal de Educação Ambiental – PMEA), a presença das bibliotecas no PMEA é "tímida" (mencionadas apenas oito vezes). Bibliotecas são espaços democráticos, gratuitos e descentralizados, capazes de alcançar comunidades periféricas. O conceito de "bibliotecário verde" surge como um novo perfil profissional que atua como educador ambiental. As lacunas no PMEA (falta de diretrizes específicas, menção explícita de bibliotecas escolares em projetos pedagógicos, não exploração do papel de bibliotecas públicas em áreas vulneráveis) apontam para a necessidade de maior articulação entre as secretarias de Educação, Cultura e Verde e Meio Ambiente. Desastre Climático RS/2024: Acervo e Memória do Poder Judiciário: O "Encontro Desastre Climático RS/2024: Acervo e Memória do Poder Judiciário", organizado por tribunais do Rio Grande do Sul em parceria com o CNJ, UNESCO e o Arquivo Nacional, debateu a preservação de documentos e acervos afetados pelas enchentes de 2024. O evento buscou "a união dos poderes para preservar a história da sociedade brasileira" e as lições aprendidas para enfrentar futuros desafios climáticos. Foi lançado o e-book "Desastre Climático RS/2024: Acervo e Memória do Poder Judiciário", produzido e editado pela UNESCO, que reúne os relatos dos cinco tribunais sobre suas experiências e soluções. Destacou-se que, enquanto o acervo físico foi preservado, o virtual sofreu danos devido à inundação do Datacenter, sendo crucial a utilização do sistema eproc de Santa Catarina para garantir a continuidade dos serviços. Registro Memória do Mundo da UNESCO (MoWLAC): O Comitê Regional para América Latina e o Caribe do Programa Memória do Mundo da UNESCO anunciou sete novas inscrições brasileiras para 2025 entre os 29 acervos selecionados. Esses acervos abrangem conjuntos documentais de grande valor histórico, cultural, artístico e social, relacionados a temas como escravidão (Arquivo Público do Estado da Bahia), Guerra do Paraguai (Estado de Mato Grosso), história política (Fundação Casa de Rui Barbosa), povos indígenas (Fundação Getulio Vargas/CPDOC), teatro brasileiro (Funarte), paisagismo modernista (Instituto Burle Marx) e comunicações coloniais (Arquivo Histórico Municipal de Salvador). "Vozes Silenciadas": Documento Histórico que Virou Arte no TJTO: Em uma comemoração do Dia da Consciência Negra, o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO) apresentou o espetáculo "Vozes Silenciadas: a luta de Paula por liberdade". A peça dramatiza um processo judicial de 1858 em que Paula, uma mulher negra escravizada, conquistou sua liberdade décadas antes da Lei Áurea. A iniciativa, da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) e da Comissão de Gestão da Memória do TJTO, é um "ato institucional de compromisso com reparação, visibilidade e escuta", utilizando a arte como ferramenta pedagógica para o Judiciário contemporâneo e transformando um registro documental em "memória viva". Informações relevantes e dados importantes: PMEA-SP: Plano Municipal de Educação Ambiental de São Paulo. Crescimento de 7 novas inscrições brasileiras no Registro Memória do Mundo da UNESCO em 2025. E-book "Desastre Climático RS/2024: Acervo e Memória do Poder Judiciário". Espetáculo "Vozes Silenciadas" baseado em processo judicial de 1858. Contextualização do conteúdo: Esta seção sublinha o compromisso com a memória, a cultura e a sustentabilidade como componentes essenciais da atuação das instituições públicas. Mostra como a preservação de acervos documentais, seja para resgatar histórias do passado ou para garantir a continuidade de serviços após catástrofes, é vital. Além disso, destaca o potencial subutilizado de espaços como as bibliotecas na promoção da educação ambiental e a capacidade da arte de transformar registros históricos em poderosas ferramentas de conscientização e justiça social. Insights, conclusões e recomendações significativas: É fundamental valorizar e integrar instituições como bibliotecas nas políticas públicas, especialmente as ambientais, reconhecendo seu potencial de alcance e impacto. A colaboração entre diferentes órgãos e a inovação na forma de apresentar e preservar a memória (como e-books e espetáculos artísticos) são estratégias eficazes para fortalecer a identidade cultural, a resiliência institucional e a promoção da justiça social e ambiental. As iniciativas demonstram que a memória não é um arquivo morto, mas um testemunho vivo que pode inspirar transformações. VI. O Poder do Rabisco: Pensamento Visual como Chave para a Inovação Para finalizar, o documento aborda o Pensamento Visual (Visual Thinking) e a Facilitação Gráfica como ferramentas poderosas para comunicação, clareza mental e inovação, especialmente no serviço público. Principais temas e pontos-chave: O artigo "O Poder do Rabisco" desmistifica a ideia comum de que desenhar é uma habilidade artística reservada a poucos, apresentando o Pensamento Visual como uma "poderosa ferramenta de comunicação e clareza mental". Arthur Pomnitz, designer e facilitador gráfico, enfatiza que o foco não está no talento artístico, mas sim no "poder de síntese e na agilidade da comunicação". Desenhos simples (bonecos de palito, figuras geométricas) são super válidos para representar ideias complexas. A eficácia do Pensamento Visual é explicada pela neurociência e pelo Efeito de Superioridade da Imagem (Picture Superiority Effect), que demonstra que nosso cérebro retém muito mais conteúdo visual (65% após três dias) do que apenas informações auditivas (10%). Benefícios do Pensamento Visual: Transforma o complexo em compreensível: Torna o invisível visível e o intangível tangível, criando conexões e facilitando a retomada de conceitos. Gera engajamento: A estética e a beleza do desenho capturam a atenção e fazem as pessoas se sentirem representadas. Promove a transparência: No serviço público, pode simplificar a linguagem burocrática, alinhando-se ao princípio da transparência e tornando a comunicação mais acessível aos usuários. A Facilitação Gráfica é a aplicação do Pensamento Visual em contextos de grupo (oficinas e eventos). O facilitador atua como um catalisador da discussão, capturando frases de efeito e informações importantes em tempo real, mesmo que o painel seja finalizado com ajustes posteriores. O material gerado não é descartável; serve como uma "memória viva" da conversa, podendo ser fotografado, escaneado e usado em newsletters, apostilas, relatórios e como material exposto. Informações relevantes e dados importantes: 65% de retenção de conteúdo visual após três dias, contra 10% do auditivo. Exemplos de uso: planejamento de ideias, criação de conexões, comunicação eficiente. Contextualização do conteúdo: O artigo desafia a percepção de que o desenho é uma arte exclusiva, propondo que qualquer pessoa pode utilizá-lo como uma ferramenta prática para organizar pensamentos e comunicar ideias de forma mais eficaz e engajadora, superando a barreira da linguagem e da complexidade. Insights, conclusões e recomendações significativas: O Pensamento Visual é um "guarda-chuva" que abarca diversas ferramentas (infográficos, mapas mentais) e está acessível a todos, bastando "papel e caneta" para começar. O documento conclui com um convite a resgatar a capacidade inata de desenhar para melhorar a comunicação e impulsionar a inovação. Em suma, o documento "Prospecção Inovação e IA 26-11-2025.pdf" oferece um panorama abrangente e crítico sobre como a tecnologia e a inovação estão remodelando o setor público brasileiro. Aborda a importância da clareza na comunicação governamental via Linguagem Simples, as tendências tecnológicas que impulsionam a transformação digital, os riscos e a regulamentação do uso da IA no Judiciário, e a valorização da memória institucional e do pensamento visual como ferramentas de engajamento e aprimoramento contínuo. Todos esses pontos convergem para a construção de uma administração pública mais eficiente, transparente, inclusiva e adaptada aos desafios do século XXI. JFSP 2025 Recurso eletrônico application/pdf https://biblioteca.sophia.com.br/terminal/9549/acervo/detalhe/469233 Português https://biblioteca.sophia.com.br/terminal/9549/acervo/detalhe/469233 Cover: https://biblioteca.sophia.com.br/terminal/9549/capa/capa?codigo=469233
institution TRF 3ª Região / SJSP
collection TRF 3ª Região / SJSP
language Português
topic Inovação
Programa de Gestão e Inovação (iNovaJusp)
Poder Judiciário
Inteligência artificial
Trabalho
Estudo
Tendência
Setor público
Emprego
Relatório
Legislação
Linguagem simples
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Programa de Gestão e Inovação (iNovaJusp)
Poder Judiciário
Inteligência artificial
Trabalho
Estudo
Tendência
Setor público
Emprego
Relatório
Legislação
Linguagem simples
Prospecção sobre Inovação e IA - 26/11/2025
description Notícias: Linguagem simples é ferramenta de inclusão plena e de justiça social https://www.conjur.com.br/2025-nov-25/quando-o-estado-fala-dificil-o-cidadao-fica-de-fora-a-linguagem-simples-como-ferramenta-de-inclusao-plena/ 6 principais tendências tecnológicas no setor público para 2026 https://www.sydle.com/br/blog/tecnologia-no-setor-publico-6740c1b242a65c5990f446a3 A Bolha da IA generativa no Poder Judiciário: o tamanho do risco https://www.conjur.com.br/2025-nov-21/a-bolha-da-ia-generativa-no-poder-judiciario-o-tamanho-do-risco/ Gemini 3: Google pavimenta morte de links e chatbots de IA e desafia Nvidia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2025/11/24/gemini-3-google-pavimenta-morte-de-links-e-chatbots-de-ia-e-desafia-nvidia.htm Uso estratégico de dados e de inteligência artificial no diagnóstico da força de trabalho marca debates do Seminário Nacional sobre DFT https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/uso-estrategico-de-dados-e-de-inteligencia-artificial-no-diagnostico-da-forca-de-trabalho-marca-debates-do-seminario-nacional-sobre-dft IA deve transformar (e não eliminar) empregos, indica novo relatório https://olhardigital.com.br/2025/11/26/pro/ia-deve-transformar-e-nao-eliminar-empregos-indica-novo-relatorio/#google_vignette Oficinas e debate sobre inovação no Judiciário encerram IV Encontro Nacional da Rede de Inteligência do Poder Judiciário https://www.trt21.jus.br/noticias/noticia/oficinas-e-debate-sobre-inovacao-no-judiciario-encerram-iv-encontro-nacional-da Bibliotecas e ação climática: convergências para a educação ambiental em São Paulo https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/gestao-politica-sociedade/bibliotecas-e-acao-climatica-convergencias-para-a-educacao-ambiental-em-sao-paulo Tribunais do RS organizam evento sobre desastre climático e preservação da Memória Institucional https://www.trf4.jus.br/trf4/controlador.php?acao=noticia_visualizar&id_noticia=29729 Brasil tem sete novas inscrições no Registro Memória do Mundo da UNESCO para América Latina e Caribe https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br/canais_atendimento/imprensa/copy_of_noticias/brasil-tem-sete-novas-inscricoes-no-registro-memoria-do-mundo-da-unesco-para-america-latina-e-caribe O Poder do Rabisco: Como o Pensamento Visual Desbloqueia a Inovação https://pt.linkedin.com/posts/rede-inovagov_o-poder-do-rabisco-como-o-pensamento-visual-activity-7394813893203632128-6KXD ÍRIS completa seis anos como referência em inovação pública no Ceará e projeta futuro orientado a dados https://nossomeio.com.br/iris-completa-seis-anos-como-referencia-em-inovacao-publica-no-ceara-e-projeta-futuro-orientado-a-dados/ Anonimizador de processos - 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(II Seminário Internacional de Laboratórios de Inovação no Setor Público 2025) https://inovagov.enap.gov.br/content/show/213 View of Guide for the use and Reporting of Artificial Intelligence in Scientific-Academic Journal https://www.revistas.una.ac.cr/index.php/EDUCARE/article/view/19830/31541
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