Condicionantes eleitorais e organizacionais nas trajetórias de sobrevivência do PT e PFL/DEM

Investigar as condicionantes organizacionais e eleitorais nas trajetórias de sobrevivências dos partidos no atual sistema representativo. Essas condicionantes consistiriam nos fatores que incidem sobre as possibilidades de manutenção/controle/uso da máquina partidária na organização das relações rep...

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Autor principal: Assis, Pedro Paulo de
Outros Autores: Tribunal Superior Eleitoral
Tipo de documento: Artigo
Idioma: Português
Publicado em: 2023
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Resumo: Investigar as condicionantes organizacionais e eleitorais nas trajetórias de sobrevivências dos partidos no atual sistema representativo. Essas condicionantes consistiriam nos fatores que incidem sobre as possibilidades de manutenção/controle/uso da máquina partidária na organização das relações representativas. A investigação se apoia em um estudo comparado do PT e do PFL/DEM. O contraste entre os casos selecionados possibilitaria observar uma variabilidade promissora de trajetórias partidárias - possibilitando comparações ricas no exame das condicionantes eleitorais e organizacionais -, na medida em que apresentam em seus históricos: crescimentos/declínios eleitorais e alinhamentos governistas/oposicionistas, passando por um quadro refundação de partido, até cenários de estabilidade e dissenções partidárias para novas organizações. Nessa linha - por meio das atas referentes à prestação de contas e à relação de membros de órgãos diretivos dos Diretórios Nacionais do PT-PFL/DEM e do repositório de dados eleitorais, ambos disponíveis no TSE - o artigo visa construir as linhas históricas das trajetórias partidárias pelo alinhamento da dimensão eleitoral e organizativa dos partidos, procurando entender como a variação de ambas as condicionantes afetariam as trajetórias declínio/domínio dos partidos nas esferas de decisão. A evolução das candidaturas, apoio eleitoral, índice de Gini das votações (pela concentração de votos nominais por candidaturas) e o histórico dos eleitos em todos os pleitos por UF, comporiam a dimensão eleitoral. E a dimensão organizacional pela relação das comissões executivas nacionais, eleitores filiados e fontes de captação e divisão intrapartidária de recursos.