| Resumo: |
O objetivo do paper é analisar (se e) como bancadas femininas contribuem para a
representação substantiva de mulheres. Para tanto, foi desenvolvida uma análise comparada entre a
Secretaria de Mulheres da Câmara dos Deputados brasileira e a Procuradoria da Mulher do Senado
federal, ambas formalmente inseridas na estrutura legislativa em 2013. As duas casas se diferenciam
pelos mecanismos formais de representação, dado que na Câmara dos Deputados adota-se a
representação proporcional e no Senado uma fórmula majoritária. Entretanto, a despeito da
tendência apresentada em diversos países, a presença de mulheres no Senado é maior que na
Câmara dos Deputados: 18,5% e 9,9% (eleições de 2014), respectivamente. Diante disso, urge
avaliar se e como tais diferenças, além daquelas relacionadas à organização do processo decisório
afetam a representação política de mulheres no legislativo federal brasileiro. A análise, de caráter
exploratório, voltou-se às regras de organização das bancadas, recursos disponíveis, perfil das
legisladoras e atividades desenvolvidas, com ênfase na atividade legislativa e presença em
comissões legislativas. Ademais, o trabalho considerou como tais estratégias podem interagir com
as regras que organizam o processo decisório nas casas legislativas analisadas, de forma a
identificar possibilidades de influência disponíveis às legisladoras.
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