| Resumo: |
Trata-se de desdobramento da pesquisa de doutorado em desenvolvimento no
Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Estadual do Rio de
Janeiro (PPGHS-UERJ), iniciada em 2020, na qual analisamos as reações políticas dos
afrorreligiosos perante o crescimento pentecostal na esfera pública de São Gonçalo, a
partir da década de 2000. As entrevistas realizadas no programa suscitaram maiores
problematizações dos partidos políticos e das candidaturas de axé. Assim, mantendo
a metodologia de análise de campo, acompanhada de discussões bibliográficas
especializadas na atuação política dos terreiros, este artigo objetiva analisar como o
Partido Democrático Trabalhista (PDT) - uma legenda conhecida por se alinhar a
movimentos sociais como o movimento negro, inaugurar a ala AXÉ e ter representantes
que se destacam por seus discursos de bem-estar social, como Leonel Brizola - vai, a
partir do governo de Aparecida Panisset (2005-2012), direcionar importantes apoios a
políticos evangélicos pentecostais, enquanto apresenta, segundo as lideranças de terreiro,
certa resistência a candidaturas afro. Observamos que, por falta de apoio inicial dentro
do partido e entre os eleitores do axé, alguns candidatos não conseguem se manter na
legenda e decidem migrar para outros partidos ou retiram suas candidaturas, a exemplo
de Waguinho Macumba e Ivanir dos Santos.
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