| Resumo: |
Analisa o estabelecimento do regime do partido único na Guiné-Bissau
entre 1973-1991, focando nos argumentos apresentados para a sua adoção. O regime foi criado pelos
líderes de luta de libertação nacional associados ao partido de massa, porém, no período pósindependência
operou num quadro autoritário, eliminando a oposição juvenil em nome da unidade
nacional. Adota-se uma pesquisa bibliográfica através da revisão da literatura sobre a fase
monopartidária na Guiné-Bissau, tendo feito o corpus para a compreensão do problema em análise.
Antes de tudo, indaga-se: quais argumentos foram apresentados para justificar o regime do partido
único no contexto africano e, sobretudo, na Guiné-Bissau? A que se deve o seu fracasso? Quais
elementos a serem considerados para avaliar a governação do partido único? Para responder tais
questionamentos, parte-se de três elementos: a construção da nação, a estabilidade política e também
a econômica. Portanto, a adoção ao regime do partido único foi acompanhada pela política da
unanimidade e não de consenso marcado por quadros econômicos e políticos falhados.
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