| Resumo: |
Tem como objeto de análise a questão do porquê, apesar de diversas
reformas políticas, persistir uma baixa participação política feminina nas Casas de Lei municipais, estaduais e no Congresso Nacional brasileiro. Para
tanto, considerando a natureza ensaística do estudo, buscou-se abordar o tema
a partir de uma perspectiva reflexiva e aberta a possibilidades de respostas
ao problema apresentado, tendo por base, principalmente, a necessidade de
repensar o ser e estar feminino num espaço de poder constituído por uma lógica
masculina que se mantém como hegemônica. Diante disso, considerando
a problematização do tema apresentado, a partir da definição de gênero e
relação de gênero desenvolvida por Joan Scott, pretende-se expor algumas
considerações quanto à necessidade de transformação da mentalidade e
governamentalidade hegemônica que constituem os espaços de poder, bem
como o indispensável e urgente trânsito das garantias de direitos políticos
à participação feminina na política do plano formal simbólico ao concreto,
pois sem esse trânsito não há como se construir uma democracia e garantir os
direitos políticos a todas e todos, em todas as suas dimensões, para, com isso,
garantir e fortalecer os fundamentos democráticos do Estado Constitucional
contemporâneo.
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