| Resumo: |
A representação já há tempo tem sido alvo de críticas, podendo ser identificada como uma
das causas para esse descontentamento a subrepresentação de alguns estratos da sociedade.
Com vias de corrigir esse problema, uma das soluções que se apresenta é a adoção de cotas,
estando entre elas as cotas de gênero, as quais visam aumentar a participação de mulheres na
política. Existem diversas formas de implementá-las, devendo-se prestar a atenção, sobretudo,
na realidade política e social do país em que está inserida, para que consiga proporcionar
bons resultados. No Brasil, pelo fato das cotas existentes - as quais na verdade servem para
ambos os sexos - recaírem sobre as candidaturas em potencial, há um impacto mínimo em
sua aplicação. Há, assim, a necessidade de se estudar outras realidades para tentar extrair o
que tem garantido melhores resultados do que o brasileiro. A Alemanha surge, então, como
um país em que não só as possibilidades de cotas de gênero tem conquistado êxitos, mas também
como um modelo de proteção à democracia intrapartidária. A partir de todo o estudo,
concluiu-se, portanto, que apostar nas cotas pode ser um caminho mais rápido e exitoso para
fazer as mulheres ascenderem aos cargos públicos, mas que, ao mesmo tempo, também pode
significar manter a maior parte do controle de seleção das candidaturas nos partidos políticos,
motivo pelo qual a exigência de uma democracia interna se torna ainda maior. Ainda, pôde-se
observar que o certo sucesso alemão com as cotas de gênero possui ligação direta ao fomento
e proteção dessa democracia intrapartidária no país, podendo, pois, contribuir para melhorar
sua efetivação no Brasil
|