| Resumo: |
Há cerca de 12 anos, Rubim e Azevedo identificaram que o
grande entrave para o desenvolvimento das pesquisas sobre
comportamento eleitoral e mídia, no Brasil, era a falta de diálogo
entre nossos comunicólogos e cientistas políticos. Esse problema persiste
até hoje. Neste artigo, argumento que uma solução para tal impasse
encontra-se na maneira como as principais teorias sobre comportamento
político abordam, ou permitem a discussão, do papel da mídia no
processo de decisão do voto. Por um lado, a incorporação desse
referencial teórico, um dos campos de pesquisa mais tradicionais da
Ciência Política, permitiria aos comunicólogos uma interpretação mais
abalizada sobre o papel da mídia nos resultados eleitorais. Por outro, a
incorporação da mídia como uma variável importante para as análises
da decisão do voto, feitas pelos cientistas políticos, daria a devida
relevância ao mecanismo de disseminação de informações mais
importante da cena política contemporânea.
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