Redefinições do poder coronelístico na década de 50 : o caso Chico Heráclio
Procura entender como na década de 50 o poder coronelístico se mantém forte e atuante no cenário político pernambucano. Já com a República Velha amplia-se o número de votos que assume crescente e imprescindível importância dentro do novo sistema representativo e seu essencial controle é realizado po...
| Autor principal: | Vilela, Márcio Ananias Ferreira |
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| Tipo de documento: | Outro |
| Idioma: | Português |
| Publicado em: |
2017
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| Assuntos: | |
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| Resumo: |
Procura entender como na década de 50 o poder coronelístico se mantém forte e atuante no cenário político pernambucano. Já com a República Velha amplia-se o número de votos que assume crescente e imprescindível importância dentro do novo sistema representativo e seu essencial controle é realizado por chefes locais - os coronéis - que compõem a política dos governadores. Falar em coronelismo na década de 50 é ser anacrônico, no entanto, ao pesquisarmos alguns periódicos desse momento iremos encontrar no interior pernambucano (Limoeiro e alguns municípios circunvizinhos) a presença marcante do coronel Chico Heráclio do Rêgo. Ao analisar as inúmeras entrevistas e reportagens podemos Visualizar sua vasta influência sobre a população local e controle sobre milhares de votos conferindo-lhe poder e prestígio na política estadual. Compreender o domínio do coronel Chico Heráclio nessa década é também buscar modificações do poder coronelístico num período de grandes avanços capitalistas e crescente urbanização. Apesar de o presente estudo ser uma análise do caso Chico Heráclio com suas particularidades é também passivo de generalizações a um nível mais amplo, pois nesse período podemos constatar a presença de inúmeros coronéis remanescentes da República Velha. |
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