| Resumo: |
A partir de Coronelismo, Enxada e Voto, de Victor Nunes Leal (1949) - obra clássica interpretativa
do Brasil -, o referente coronelismo vem sendo estudado como uma manifestação
singular de poder/autoridade do espaço organizacional brasileiro. Para alguns, entretanto,
esse referente se apresenta como uma forma histórica datada de mandonismo, característica
do cenário político brasileiro da República Velha. Neste ensaio, analisamos a pertinência
ou não-pertinência da sobrevivência desse referente no espaço organizacional do Brasil atual. A
refl exão aqui formulada postula que o coronelismo tem sobrevivido historicamente no ambiente
brasileiro, quer no seu signifi cante transformado coronelismo eletrônico como, ainda, sob outras
formas de manifestação. A análise ora proposta revela que as semioses desses referentes
linguísticos apresentam os traços semiológicos semelhantes. Como conclusão, postula-se que o
referente genérico coronelismo, ao sofrer re-signifi cações ao longo da História, tem-se mantido
como forma viva e singular de mandonismo da cultura política organizacional no Brasil.
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