| Resumo: |
Analisa a participação da Seção Alagoana do Partido Comunista Brasileiro (PCB-AL) na Frente Popular Alagoana, uma coligação de partidos políticos de esquerda cuja arregimentação visava a disputa das eleições de 15 de novembro de 1986. Composta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Democrático Trabalhista (PDT), a "Frente" procurou se constituir como uma alternativa diante dos dois grandes blocos políticos existentes, capitaneados pelo PMDB e pelo PFL. Procuro abordar os debates e os impasses surgidos na organização da Frente, o posicionamento de seus atores políticos e os desafios enfrentados, principalmente pelo PCB, no cenário político recém-inaugurado da Nova República. Inserido num esforço de pesquisa mais amplo, este trabalho visa contribuir com um período ainda pouco estudado da trajetória pecebista, o período compreendido entre a reorganização do partido no fim da década de 1970 e início da seguinte, um interregno de tempo no qual a agremiação se reestruturou, obteve a legalidade e, por fim, a extinção diante da crise resultante das transformações, tanto internas quanto externas, pelas quais passava o mundo comunista no período em que a Guerra Fria caminhava para o seu fim. Da mesma maneira, procuro adentrar numa temporalidade ainda pouco abordada pelos historiadores, que só recentemente tem dado atenção ao processo de transição o qual restabeleceu o regime liberal democrático no país.
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