| Resumo: |
Desde sua criação, em 1984, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
(MST) esteve presente e atuante em diversos momentos da história do Brasil, como no final
da Ditadura Militar, no processo de "abertura política" do país e na consolidação das
eleições diretas para presidente, a partir de 1989. Nesse período, o Movimento se projetou
como oposição e resistência aos presidentes, representando-os como conservadores,
elitistas e "inimigos" da reforma agrária. Nesta perspectiva, pretende-se discutir algumas
reflexões iniciais de pesquisa sobre as representações do MST face aos presidentes
brasileiros, entre os anos de 1984 e 2006, sendo eles de José Sarney, Fernando Collor de
Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, e Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do
Jornal Sem Terra. Destaca-se também a importância deste jornal como um instrumento
político, utilizado pelo MST para elaborar e publicizar representações sobre os presidentes
no período delimitado.
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