Migração partidária nos municípios brasileiros (2000-2016)
Investiga a dinâmica das migrações partidárias em nível local, entre 2000 e 2016, tendo como escopo as eleições para prefeito e vereador, em todo o Brasil. A migração partidária é bastante explorada em nível nacional, sobretudo para o Congresso Nacional, mas em nível local esse fenômeno tem recebido...
| Principais autores: | Faganello, Marco Antonio, Fernandes, Jean Lucas Macedo |
|---|---|
| Outros Autores: | Tribunal Superior Eleitoral |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | Português |
| Publicado em: |
2018
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oai:bdjur.stj.jus.br.col_bdtse_4134:oai:localhost:bdtse-49122024-10-14 Migração partidária nos municípios brasileiros (2000-2016) Party migration in Brazilian municipalities (2000-2016) Faganello, Marco Antonio Fernandes, Jean Lucas Macedo Tribunal Superior Eleitoral Partido político Município Prefeito Vereador Brasil Migração partidária Investiga a dinâmica das migrações partidárias em nível local, entre 2000 e 2016, tendo como escopo as eleições para prefeito e vereador, em todo o Brasil. A migração partidária é bastante explorada em nível nacional, sobretudo para o Congresso Nacional, mas em nível local esse fenômeno tem recebido pouca atenção da literatura. Métodos: A metodologia utilizada é quantitativa, com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), valendo-se de ferramentas da geografia eleitoral, da análise de redes e de estatística descritiva. Resultados: A migração partidária e de candidaturas (políticos que concorrem a prefeito em uma eleição e na seguinte para vereador, e vice-versa) não trazem, necessariamente, maiores chances de sucesso. Observa-se, também, que no nível local as taxas de migrações vêm decaindo, nos dois cargos. Discussão: Muito se argumenta acerca da "fraqueza" dos laços partidários nos municípios e de uma relação pouco estável entre candidatos e partidos. Estes seriam trocados pelos políticos a todo momento, sempre que o contexto local fosse favorável. Sob esse ponto de vista, a migração partidária em nível municipal seria determinada for fatores circunstanciais. Contudo, os achados obtidos nesse artigo revelam que há padrões de comportamento dos candidatos e partidos nos municípios em termos de estratégias eleitorais, e que a variação nos indicadores da migração não é ad hoc. Nesse sentido, apontamos para outra realidade: os partidos seguem estratégias distintas e coordenadas, em se tratando de migrar ou não. Explore party migration dynamics at local level, between 2000 and 2016, focusing on mayor and city councilor elections in Brazil. There is a lot of studies about party migration at national level, especially about Congress. However, at local level the phenomena does not receive the same attention. Methods: Methodology used is all quantitative, taking information from Tribunal Superior Eleitoral (TSE), and using tools like electoral geography, network analysis and descriptive statistics. Results: Party migration does not bring, necessarily, more electoral success. The article also show that, at local level, migration taxes are decaying. Discussion: In general, literature says that parties have "weak" connections with their candidates, in the cities. Parties would be changed all the time by politicians, whenever the context were favorable. From this point of view, party migration at the municipal level would be determined by circumstantial factors. However, the findings obtained in this article reveal that there are patterns of behavior of candidates and parties in municipalities in terms of electoral strategies, and that the variation in migration indicators is not ad hoc. In this way, we point to another reality: parties can follow distinct and coordinated strategies, when it is about switching or not. 2018-07-24T21:31:49Z 2018-07-24T21:31:49Z 2018-06 Artigo FAGANELLO, Marco Antonio; FERNANDES, Jean Lucas Macedo. Migração partidária nos municípios brasileiros (2000-2016). Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 26, n. 66, p. 101-124, jun. 2018. http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/4912 pt_BR <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR"><img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/88x31.png" /></a><br />Este item está licenciado com uma Licença <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional</a>. 24 p. |
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Investiga a dinâmica das migrações partidárias em nível local, entre 2000 e 2016, tendo como escopo as eleições para prefeito e vereador, em todo o Brasil. A migração partidária é bastante explorada em nível
nacional, sobretudo para o Congresso Nacional, mas em nível local esse fenômeno tem recebido pouca atenção da literatura.
Métodos: A metodologia utilizada é quantitativa, com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), valendo-se de ferramentas da
geografia eleitoral, da análise de redes e de estatística descritiva. Resultados: A migração partidária e de candidaturas (políticos que
concorrem a prefeito em uma eleição e na seguinte para vereador, e vice-versa) não trazem, necessariamente, maiores chances de
sucesso. Observa-se, também, que no nível local as taxas de migrações vêm decaindo, nos dois cargos. Discussão: Muito se
argumenta acerca da "fraqueza" dos laços partidários nos municípios e de uma relação pouco estável entre candidatos e partidos.
Estes seriam trocados pelos políticos a todo momento, sempre que o contexto local fosse favorável. Sob esse ponto de vista, a
migração partidária em nível municipal seria determinada for fatores circunstanciais. Contudo, os achados obtidos nesse artigo
revelam que há padrões de comportamento dos candidatos e partidos nos municípios em termos de estratégias eleitorais, e que a
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