| Resumo: |
Analisa o processo de organização dos partidos políticos no município de Pelotas, então segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Sul, no período
1979-1982. O recorte temporal é delimitado pela reforma política que extinguiu a Arena e o
MDB e obrigou à formação de novas legendas, e pelo primeiro teste eleitoral do
pluripartidarismo. A ênfase é dada às opções de filiação realizadas pela elite política, em
especial os detentores de cargos eletivos (Prefeito, vice-prefeito, vereadores e deputados que
tem o município como base). Ao invés de simplesmente identificar as escolhas feitas por essas
personagens e verificar como se deu a passagem do bi para o pluripartidarismo, a abordagem
procura problematizar tal processo, perceber as diferentes conjunturas formadas naquele
período, bem como as ambigüidades surgidas em um cenário de indefinição quanto aos rumos
da transição brasileira e ao papel a ser cumprido pela instituição partidária, as quais
reverteram em acirramento da disputa política. O trabalho serve-se de três fontes básicas de
pesquisa (imprensa, depoimento das personagens e pronunciamentos legislativos) e de um
diálogo com a historiografia e o pensamento social sobre a redemocratização
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