Uma direita radical no Brasil?

Um espectro ronda a Europa, o espectro da intolerância e do fascismo. Desde o seu retorno à linha de frente de cenário político europeu na década de 1980, a extrema direita não deixou de acumular ganhos eleitorais significativos. Com votações que chegam a alcançar 25% do total dos votos válidos, os...

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Autor principal: Comparato, Bruno Konder
Outros Autores: Tribunal Superior Eleitoral
Tipo de documento: Outro
Idioma: Português
Publicado em: 2019
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Resumo: Um espectro ronda a Europa, o espectro da intolerância e do fascismo. Desde o seu retorno à linha de frente de cenário político europeu na década de 1980, a extrema direita não deixou de acumular ganhos eleitorais significativos. Com votações que chegam a alcançar 25% do total dos votos válidos, os partidos de extrema direita não podem mais ser ignorados e são até convidados a integrar coalizões governistas. Foi-se o tempo em que eles eram rotulados de partidos neofascistas e relegados a uma categoria residual nas classificações das famílias partidárias. O objetivo desta comunicação é fazer uma reflexão sobre o alcance destas ideias no Brasil. Se de um lado é estranho que os sistemas partidários brasileiros nunca tenham deixado um espaço, senão marginal, para formações partidárias de extrema direita, de outro lado as disputas recentes mostraram a força que ideias conservadoras podem ter junto ao eleitorado ao capitalizar votos com um discurso contra o aborto e os direitos das minorias. Somem-se a isto as campanhas recentes pela moralização na política, as manifestações que se espalharam por todo o país e cuja marca é a rejeição de qualquer alusão aos partidos políticos tradicionais, e até um movimento que prega o voto nulo.