| Resumo: |
Faz uma análise comparativa das eleições de 2002 e 2014 para o cargo de governador no estado de São Paulo a partir dos dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (ESEB). A hipótese do trabalho é que os partidos que foram capazes de consolidar sua base em 2002 as mantiveram em 2014. A metodologia é quantitativa e utiliza análises de regressão logística multinomial. Os modelos foram construídos partindo dos pressupostos teóricos de que os eleitores estão submetidos a processos de socialização contextuais (AGNEW,1996, JOHNSTON e PATTIE, 2006), de que as clivagens regionais (MENEGUELLO E BIZZARRO NETO, 2012), identidade partidária (CARREIRÃO E KINZO, 2004), religião e escolaridade (NICOLAU 2014b), avaliação de governo (GUARNIERI, 2014) entre outras variáveis, importam na formação de preferências do eleitor. Resultados apontam que embora tenha havido um decréscimo na identidade partidária no Brasil, sobretudo em relação ao PT (VEIGA, 2011), este ainda foi capaz de manter boa parte de seus adeptos. Além disso, apontam para a importância do partido como estruturante de preferências eleitorais e para relativa estabilidade de escolha para o governo do Estado entre eleições.
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