Partidos conservadores nos municípios paulistas : passado e presente (1982-2016)

Investiga as bases sociais e eleitorais que têm acolhido os partidos conservadores em São Paulo, entre 1982 e 2016. Para tanto, analisa cinco dos maiores representantes da direita partidária no Brasil. Quatro deles por possuírem trajetória em nosso sistema partidário desde a redemocratização (PTB, D...

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Autor principal: Fernandes, Jean Lucas Macedo
Outros Autores: Tribunal Superior Eleitoral
Tipo de documento: Outro
Idioma: Português
Publicado em: 2019
Assuntos:
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Resumo: Investiga as bases sociais e eleitorais que têm acolhido os partidos conservadores em São Paulo, entre 1982 e 2016. Para tanto, analisa cinco dos maiores representantes da direita partidária no Brasil. Quatro deles por possuírem trajetória em nosso sistema partidário desde a redemocratização (PTB, DEM, PP e PR) e um deles por ter entre seus quadros lideranças oriundas dessas agremiações (PSD). Diversas transformações tem caracterizado a arena eleitoral paulista, a começar pelo crescimento da competição e do número efetivo de partidos. Em meio a este cenário, duas hipóteses foram elaboradas: por um lado, acredita-se que a relação entre as votações dos partidos conservadores é diretamente proporcional à capacidade que possuem para disputar os pleitos locais. Já a segunda hipótese defende que o contexto socioeconômico mais favorável às votações desses partidos é aquele predominantemente rural, com baixos indicadores sociais. Através de análise longitudinal das eleições locais para prefeito e vereador, e trabalhando tanto com o momento pré-eleição (lançamento de candidatos) quanto após o fechamento dos pleitos (cadeiras conquistadas e votações), concluiu-se que os partidos conservadores tem diminuído sua capacidade de organização para liderarem os pleitos - afetando diretamente seus resultados eleitorais. Em relação ao contexto em que se inserem, há dois momentos distintos: um entre 1982 e 1996, onde as votações estão diretamente relacionadas ao ambiente socioeconômico tradicionalmente associado ao voto conservador; e outra fase após 1996, quando as preferências político-partidárias não se encontram mais tão enraizadas em contextos específicos.