| Resumo: |
Analisa a interpretação de Fernando Henrique Cardoso sobre a conformação e estruturação do sistema partidário brasileiro no período compreendido entre o início do processo de redemocratização (1974) até a penúltima eleição presidencial (2010).
Busca-se indicar como tal interpretação é calcada em análises sociológicas. Pretende-se indicar como Cardoso estabeleceu continuidades e rupturas interpretativas sobre o sistema político partidário ao longo do escopo temporal que delimitamos, especialmente no que se refere às mudanças programáticas e de bases sociais do PSDB e do PT. Mesmo levando em conta as variações de conjuntura e da própria trajetória política do autor, o artigo sustenta que o cerne teórico de sua análise, a imbricação entre partidos e classes sociais, não foi
alterado ao longo do tempo, embora ambos tenham modificado suas feições nesse período. Ao final do texto, expõe-se, ainda que sumariamente, como a visão atual do autor sobre o atual momento político do país, marcado pelas jornadas de junho de 2013, pela Operação Lava-Jato e pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, se relaciona com seu
pensamento prévio.
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