| Resumo: |
Trabalha com o panorama de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) no estado do Rio de Janeiro no período de 2011-2016. Assim, dialoga com a literatura recente sobre partidos políticos e a escassa produção específica sobre filiação partidária. A questão do artigo é, além da construção do panorama, testar se o período crítico vivido pelo partido afetou os incentivos a participação na estrutura organizacional a partir dos impulsos de filiação ou desfiliação. Para tal, utiliza os dados do Tribunal Superior Eleitoral
nesses anos. Nos resultados, observa que a filiação segue estável em relação ao quadro associativo geral, apesar do número crescente de pedidos de desfiliação. O número de filiados ao partido no estado não sofre, portanto, alterações significativas. Ao fim, constata que os ex-filiados do PT tendem a realocar-se em
outras legendas do sistema partidário, em detrimento de deixar de participar da política partidária, com maior presença em outras agremiações de esquerda.
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