Aquém do lulismo : notas críticas sobre a atual reprodução do paradigma do populismo por filósofos políticos brasileiros
Consolidou-se entre alguns dos mais relevantes intérpretes do pensamento político brasileiro uma tendência analítica de retomar formas de caracterização antes aplicadas à República de 1946 para dar conta dos governos do PT desde 2003. Tornou-se frequente a analogia histórica entre os dois períodos c...
| Principais autores: | Lima, Pedro Luiz, Medeiros, Josué |
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| Outros Autores: | Tribunal Superior Eleitoral |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | Português |
| Publicado em: |
2021
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| Assuntos: | |
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| Resumo: |
Consolidou-se entre alguns dos mais relevantes intérpretes do pensamento político brasileiro uma
tendência analítica de retomar formas de caracterização antes aplicadas à República de 1946 para
dar conta dos governos do PT desde 2003. Tornou-se frequente a analogia histórica entre os dois
períodos como eixo interpretativo do presente, o que alçou mais uma vez a controversa noção de
"populismo" ao status de conceito determinante para a apreensão da realidade. Delimitar o
significado da retomada do que chamamos de paradigma do populismo nas obras de alguns dos
expoentes locais da teoria crítica é o objetivo deste artigo. Sua circunscrição ao âmbito da filosofia
política implica investigar como o "populismo" se imiscui mesmo ali onde o apuro no uso dos
conceitos é mais pronunciado, como nas obras dos filósofos Vladimir Safatle, Paulo Arantes e Ruy
Fausto . Argumenta-se que a persistência de pressupostos fundamentais do paradigma do populismo
na análise dos filósofos dificulta, em vez de potencializar, a compreensão das efetivas contradições
do fenômeno lulista. |
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