| Resumo: |
A ascensão de governos ultraconservadores é uma realidade a nível global e, esse panorama,
se evidenciou nos Estados Unidos com a eleição de Trump em 2016, através de um discurso
hiper-reacionário e autoritário mobilizado pelo presidente e reverberado pela população. Na
Europa, vários países também vivenciam a tomada de poder pela extrema-direita que se
apresentam com bandeiras xenófobas, de recusa às identidades de gênero e temerosas a um avanço dos movimentos sociais progressistas. Nesse artigo inicia-se no contexto político e social brasileiro do processo de impeachment sofrido pela presidenta Dilma Rousseff (PT), desdobrando em um período de menor participação política feminina a nível institucional com o governo de Michel Temer (MDB), e depois, com as eleições de 2018, com a ascenção de mulheres nos partidos de direita e centro-direita. Assim, seguindo o rastro dos discursos neoconservadores, analisa como se deu o fenômeno de cooptação de mulheres ao
campo político sob essa narrativa. Para isso, vislumbra-se a conjuntura do campo político
brasileiro a partir da trajetória política da deputada federal Joice Hasselmann (PSL).
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