O resignificado da representação política e os efeitos nas mídias digitais na eleição presidencial de 2018

O instituto da representação política, assim como o ideal democrático, passou por várias transformações desde sua gênese histórica, e aparentemente, com o advento da internet, uma nova mudança parece estar acontecendo. Com a popularização da internet e as mídias sociais abre-se um novo espaço digita...

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Principais autores: Soares, Kelly Cristina Costa, Maia, Kyev Moura
Outros Autores: Tribunal Superior Eleitoral
Tipo de documento: Outro
Idioma: Português
Publicado em: 2021
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Resumo: O instituto da representação política, assim como o ideal democrático, passou por várias transformações desde sua gênese histórica, e aparentemente, com o advento da internet, uma nova mudança parece estar acontecendo. Com a popularização da internet e as mídias sociais abre-se um novo espaço digital para o debate político, o que, automaticamente chama atenção de candidatos que buscam emplacar sua agenda política nessas plataformas. A última eleição presidencial brasileira foi marcada por certo protagonismo dentro desses ambientes digitais, principalmente no Twitter, portanto, esse estudo tem o objetivo de analisar o comportamento digital no Twitter dos cinco principais candidatos à Presidência da República do Brasil no processo eleitoral de 2018. Trata-se, metodologicamente, de uma pesquisa empírico-qualitativa de cunho exploratório, usando dados angariados através da ferramenta Twittonomy, que permitiu a extração dos tweets e retweets do período eleitoral, entre os meses de agosto e outubro de 2018. Qualitativamente, através do software MAXQDA, foi realizada a nuvem de palavras com os tweets obtidos, listando as 60 palavras mais utilizadas pelos candidatos. Os principais resultados obtidos foram a consistência dos discursos na esfera digital com os proferidos em meios tradicionais, apesar do alto número de compartilhamento de links; Ciro Gomes foi quem mais fez uso do Twitter durante a campanha presidencial, quase o triplo de vezes mais que Jair Bolsonaro, que foi quem menos se utilizou da ferramenta; Para a maioria dos candidatos, o período eleitoral representou um pico no uso dessa rede social bem como buscou fomentar apoio à agenda política de cada candidato.