Enquadramento noticioso e construção narrativa do impeachment de Dilma Rousseff nos jornais Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo
Analisa como se deu a construção narrativa da destituição da presidente Dilma Rousseff nos principais jornais brasileiros, avaliando tanto categorias da narrativa quanto do enquadramento noticioso. O corpus é formado por 2272 notícias publicadas pelos três principais jornais brasileiros desde o iníc...
| Principais autores: | Sampaio, Rafael Cardoso, Rizzotto, Carla Candida, Drummond, Daniela Rocha, Rocha, Crislaine Franco, Washington, Bruno Nichols, Marioto, Djiovanni Jonas França |
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| Outros Autores: | Tribunal Superior Eleitoral |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | Português |
| Publicado em: |
2021
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| Assuntos: | |
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| Resumo: |
Analisa como se deu a construção narrativa da destituição da presidente Dilma Rousseff nos principais jornais brasileiros, avaliando tanto categorias da narrativa quanto do enquadramento noticioso. O corpus é formado por 2272 notícias publicadas pelos três principais jornais brasileiros desde o início da tramitação do processo - dezembro de 2015 - até a saída definitiva de Dilma Rousseff - agosto de 2016. Por meio de análise de conteúdo, verificou-se que o julgamento predominante da narrativa jornalística culpou Dilma e aliados. Houve destaque, enquanto recomendação de tratamento, à ideia de que o impeachment era a melhor solução. Em relação à identificação dos personagens, percebeu-se que os atores políticos ligados a Dilma obtiveram maior destaque como vítimas e vilões (e não heróis). Enfim, conclui que o jornalismo não conseguiu escapar das narrativas políticas cotidianas, sem conseguir demonstrar a real magnitude e complexidade desse acontecimento político. |
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