| Resumo: |
As eleições municipais de 2016 colocam uma incógnita em relação ao cenário partidário, num momento importante para compreensão de suas consequências para as próximas competições eleitorais. Por esta razão, o objetivo deste artigo é analisar o desempenho dos dez maiores partidos políticos nas eleições municipais de 2016, no intuito de compreender como se deu a organização e distribuição partidária entre as várias dimensões de municípios e regiões do país e do efeito das coligações nestes territórios de diferentes magnitudes. A hipótese é de que ao se levar em conta apenas a competição para o executivo e legislativo nas esferas nacional e estadual e a polarização entre PT e PSDB, não atentamos para as mudanças e realinhamento das forças partidárias que estavam ocorrendo na competição eleitoral dos municípios, cujos resultados vinham apontando para uma alta fragmentação partidária desde 2012. Além da revisão da literatura específica, foram consideradas técnicas de análise de dados categóricos a partir do recurso dos resíduos padronizados e dos testes qui-quadrado de Pearson, do V de Cramer, o coeficiente Gama e do V2, no intuito de verificar a significância, o sentido, a associação e a possível causalidade entre as variáveis e categorias utilizadas. Por qualquer uma das variáveis selecionadas - o desempenho dos dez maiores partidos e do conjunto dos partidos menores nas cinco regiões do país e nos municípios de diferentes magnitudes, além do efeito das coligações sobre as eleições de seus candidatos - verificamos diferenças em relação as suas estratégias regionais, à magnitude dos municípios e à decisão sobre coligações.
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