| Resumo: |
A transição política decorrente da terceira onda de democratização experimentada no último
quarto do século XX se tornou um tema de crescente interesse no âmbito acadêmico, ocasionando a proliferação de abordagens teóricas a respeito. Ocorre, todavia, que embora haja uma rica coleção de estudos nessa área, as mulheres não são incluídas como integrantes desse fenômeno. Em resposta a essa lacuna nos estudos de gênero e na transitologia, o presente artigo pretende analisar a participação das mulheres na transição democrática brasileira, sobretudo em relação à representação política, dentro do recorte temporal compreendido entre os anos de 1975 e 1988. O objetivo é verificar o modo como as mulheres passaram a ocupar o espaço público, e se esse apoderamento contribuiu efetivamente para a transição. As abordagens teóricas adotadas foram as feministas, acrescentando-se que a pesquisa possui natureza empírica, baseada na observação e análise de seu objeto de estudo através de dados qualitativos e quantitativos.
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