Estratégias de comunicação política online : uma análise do perfil de José Serra no Twitter

Examina as contribuições que as tecnologias digitais de comunicação trazem para o jogo político-eleitoral. Mais especificamente, a intenção é verificar de que maneiras o candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), lançou mão da rede twitter ao longo das eleições de 2010. Sabe-se que a e...

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Principais autores: Marques, Francisco Paulo Jamil Almeida, Silva, Fernando Wisse Oliveira, Matos, Nina Ribeiro
Outros Autores: Tribunal Superior Eleitoral
Tipo de documento: Outro
Idioma: Português
Publicado em: 2021
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Resumo: Examina as contribuições que as tecnologias digitais de comunicação trazem para o jogo político-eleitoral. Mais especificamente, a intenção é verificar de que maneiras o candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), lançou mão da rede twitter ao longo das eleições de 2010. Sabe-se que a evolução dos suportes mediáticos altera determinados aspectos das democracias modernas, sobretudo no que se refere à relação entre cidadãos e representantes. Mas que novas disposições e comportamentos podem ser percebidos uma vez que os media digitais passam a desempenhar um papel importante no processo de captura do voto? Há modalidades inéditas de promoção das campanhas ou, na verdade, percebe-se uma continuidade na maneira de se abordar os eleitores? A fim de responder a tais questionamentos, o trabalho investiga as mensagens (tweets) postadas por José Serra (@joseserra_) durante os 15 dias que antecederam o 2º turno das eleições presidenciais (de 17 a 31 de outubro de 2010). Através de revisão de literatura e do estudo das características das 221 mensagens publicadas pelo candidato no período escolhido, é possível apontar, por um lado, que o uso do twitter se mostra importante para promover a imagem pública do candidato do PSDB e para consolidar uma rede de apoio junto a milhares de usuários, além de permitir a apresentação de estilos alternativos (informais) de interação. Por outro lado, é perceptível o fato de que as estratégias eleitorais, mesmo no twitter, continuam sendo condicionadas por concepções tradicionais do marketing político.