O uso do WhatsApp nas eleições de 2018 e as lacunas teóricas da Justiça Eleitoral

O uso dos disparos massivos de mensagens pelo WhatsaApp nas últimas eleições presidenciais passou a ser objeto de olhares mais críticos a partir de uma reportagem publicada na Folha de S. Paulo, em outubro de 2018. Com as denúncias veiculadas, várias ações judiciais foram protocolizadas junto ao TSE...

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Principais autores: Panho, Isabella Alonso, Bastos, Manoel Dourado, Silva, Gabriela Fernandes
Outros Autores: Tribunal Superior Eleitoral
Tipo de documento: Artigo
Idioma: Português
Publicado em: 2021
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Resumo: O uso dos disparos massivos de mensagens pelo WhatsaApp nas últimas eleições presidenciais passou a ser objeto de olhares mais críticos a partir de uma reportagem publicada na Folha de S. Paulo, em outubro de 2018. Com as denúncias veiculadas, várias ações judiciais foram protocolizadas junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que firmou, na época, o entendimento de que se tratava de comunicação espontânea do eleitorado - o que inviabilizou, naquele momento, o aprofundamento das investigações. Partindo desse objeto, a proposta deste artigo é desconstituir tanto as posições adotadas pelo TSE como o respaldo legal que as embasa por meio dos conceitos da (Crítica da) Economia Política da Comunicação, caracterizando a circulação de mercadoria-audiência nos fenômenos compreendidos como comunicação orgânica. Para tal análise, parte-se do aparato teórico tecido por Bolaño e por Smythe, que analisam a forma social comunicação dentro das novas configurações assumidas pelo capital.