Da abertura política às eleições de 2018 : um estudo sobre as metamorfoses da agressividade no discurso político brasileiro

Traça uma história da agressividade política no Brasil pós-ditadura, buscando tecer no fio do discurso uma cartografia de suas regularidades, (des)continuidades, dispersões, a fim de compreender este objeto simbólico, onde justamente ele nos escapa. De forma específica, propõe-se a análise do discur...

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Autor principal: Reis, Geovana Chiari
Outros Autores: Sargentini, Vanice
Tipo de documento: Tese
Idioma: Português
Publicado em: São Carlos 2021
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Resumo: Traça uma história da agressividade política no Brasil pós-ditadura, buscando tecer no fio do discurso uma cartografia de suas regularidades, (des)continuidades, dispersões, a fim de compreender este objeto simbólico, onde justamente ele nos escapa. De forma específica, propõe-se a análise do discurso agressivo em diferentes momentos da história política brasileira, com o objetivo de avaliar suas mutações, analisar seus modos de ocorrência, investigar as condições de emergência que propiciam ora um aumento da agressividade - mesmo em períodos de maior controle - ora uma diminuição. Ademais, investiga como as polarizações políticas intensificam o dizer agressivo, até mesmo para ocupar e garantir um espaço nos confrontos políticos. Ancorados no referencial teórico da análise do discurso de linha francesa, sob uma perspectiva foucaultiana, e em recentes trabalhos sobre a agressividade no âmbito político, examinam-se as formas, o grau, a intensidade e os modos de circulação da agressividade, analisando fragmentos de debates televisivos, propagandas do horário político eleitoral, sites oficiais de campanha e redes sociais, durante o período pré-eleitoral das eleições de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, com a finalidade de descrever, categorizar e evidenciar as possíveis mudanças nas formas, na percepção e/ou na circulação do discurso agressivo. Os resultados indicam que as formas de insultar e os níveis de agressividade sofreram transformações durante as diferentes épocas analisadas, de modo que a produção de pequenos acontecimentos produzia rupturas nos modos de dizer, ora intensificando a agressão, ora tornando o discurso mais docilizado.