| Resumo: |
Pretendemos equacionar algumas das principais debilidades das democracias
contemporâneas, ao nível da participação política, perante a ameaça do totalitarismo e do
populismo. Através de uma metodologia qualitativa de análise hermenêutica, retomamos
o pensamento de Hannah Arendt sobre a centralidade e a fragilidade da política no seu
estudo sobre o totalitarismo, ao definir o verdadeiro valor da política no exercício da
liberdade, da participação e da interação autêntica com os outros seres humanos, o que
está dependente, como hipótese, não só da medida de inclusão social de cada um na
sociedade, como dos traços de personalidade e capacidades de resiliência correlacionadas
com diferentes graus de emancipação que vivencia ao longo da vida. Concluiremos com
o reforço do valor da política enquanto atividade humana não instrumental e, portanto,
com um fim em si mesma, possibilitando aos seres humanos exercer a liberdade publica
e coletiva, ao atuarem com os outros.
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