A militância forjada dos bots : a campanha municipal de 2016 como laboratório eleitoral
Os "bots políticos" são perfis automatizados programados para atuar nas redes sociais com o objetivo de influenciar as discussões políticas, endossar ou difamar um candidato, disseminar propaganda de campanha, criar ruído no debate público e interferir na formação da opinião dos usuários....
| Principais autores: | Santini, Rose Marie, Salles, Débora, Tucci, Giulia, Estrella, Charbelly |
|---|---|
| Outros Autores: | Tribunal Superior Eleitoral |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | Português |
| Publicado em: |
2021
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oai:bdjur.stj.jus.br.col_bdtse_4134:oai:localhost:bdtse-88002024-10-14 A militância forjada dos bots : a campanha municipal de 2016 como laboratório eleitoral Astroturfing with bots : the 2016's municipal campaign as an electoral laboratory Santini, Rose Marie Salles, Débora Tucci, Giulia Estrella, Charbelly Tribunal Superior Eleitoral Opinião pública Eleições Campanha eleitoral Bot Twitter Rede social Os "bots políticos" são perfis automatizados programados para atuar nas redes sociais com o objetivo de influenciar as discussões políticas, endossar ou difamar um candidato, disseminar propaganda de campanha, criar ruído no debate público e interferir na formação da opinião dos usuários. Este artigo investiga como essas contas afetaram a conversação política no Twitter durante o primeiro turno das eleições municipais de 2016 no Rio de Janeiro, contribuindo para a discussão de como os bots podem colocar em risco a comunicação online e afetar a campanha e os resultados eleitorais (HOWARD; WOOLLEY; CALO, 2018). A partir da abordagem da teoria fundamentada, utilizamos a netnografia observacional aliada à análise de discurso para estudar o comportamento de um conjunto de bots no Twitter durante o primeiro turno das eleições municipais no Rio de Janeiro. Detectaram-se 3.101 bots, responsáveis por 19.915 tuítes, e a amostra foi classificada em três categorias de bots com base no conteúdo dos tuítes: bots gerados por usuário, spambots de mídia e bots políticos. Estes últimos foram divididos em duas subcategorias, em função do tipo de discurso que difundiram na rede: "ativistas" e "agentes provocadores". Os resultados da pesquisa demonstram que os bots políticos representam um problema social crítico por ocuparem um vácuo de opiniões políticas oferecendo posições partidárias para aqueles que não as possuem. Conclui que estas contas automatizadas prepararam o terreno para a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018, apoiando o então deputado e fortalecendo sua presença nas redes. Political bots are automated profiles programmed to act on social media with the purpose of influencing political discussions, endorsing or defaming a candidate, spreading campaign propaganda, creating noise in public debate, and interfering with the formation of user opinion. This article investigates how these accounts affected the political conversation on Twitter during the first round of the 2016 Rio de Janeiro municipal elections, contributing to the discussion of how bots can endanger online communication and affect campaign and election results (HOWARD; WOOLLEY; CALO, 2018). Based on the Grounded Theory approach, it was used observational netnography coupled with discourse analysis to study the behavior of bots on Twitter during the first round of the elections. In the dataset, it was detected 3,101 bots, accounting for 19,915 tweets, and classified our sample into three bots categories based on tweet content: user-generated bots, media spambots, and political bots. The latter were divided into two subcategories, depending on the type of discourse they spread on the platform: "activists" and "provocateurs". The research results show that political bots represent a critical social problem because they occupy a political opinion vacuum by offering partisan positions to those who do not have them. It concludes that these automated accounts prepared the ground for Jair Bolsonaro's victory in the 2018 presidential election, supporting the former deputy and strengthening his presence online. 2021-07-20T21:19:53Z 2021-07-20T21:19:53Z 2021 Artigo SANTINI, Rose Marie et al. A militância forjada dos bots: a campanha municipal de 2016 como laboratório eleitoral. Lumina, Juiz de Fora, v. 15, n. 1, p. 124-142, jan./abr. 2021. DOI: 10.34019/1981-4070.2021.v15.29086. http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/8800 pt_BR <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR"><img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" /></a><br />Este item está licenciado com uma Licença <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>. 19 p. |
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Os "bots políticos" são perfis automatizados programados para atuar nas redes sociais
com o objetivo de influenciar as discussões políticas, endossar ou difamar um candidato,
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da opinião dos usuários. Este artigo investiga como essas contas afetaram a conversação
política no Twitter durante o primeiro turno das eleições municipais de 2016 no Rio de Janeiro,
contribuindo para a discussão de como os bots podem colocar em risco a comunicação online
e afetar a campanha e os resultados eleitorais (HOWARD; WOOLLEY; CALO, 2018). A
partir da abordagem da teoria fundamentada, utilizamos a netnografia observacional aliada
à análise de discurso para estudar o comportamento de um conjunto de bots no Twitter durante o primeiro turno das eleições municipais no Rio de Janeiro. Detectaram-se 3.101 bots, responsáveis por 19.915 tuítes, e a amostra foi classificada em três categorias de bots com base no conteúdo dos tuítes: bots gerados por usuário, spambots de mídia e bots políticos. Estes últimos foram divididos em duas subcategorias, em função do tipo de discurso que difundiram na rede: "ativistas" e "agentes provocadores". Os resultados da pesquisa demonstram que os bots políticos representam um problema social crítico por ocuparem um vácuo de opiniões políticas oferecendo posições partidárias para aqueles que não as possuem. Conclui que estas contas automatizadas prepararam o terreno para a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018, apoiando o então deputado e fortalecendo sua presença nas redes. |
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