Partidarismo como ordenação social : a contribuição de Lilliana Mason
A polarização e o partidarismo acentuado têm advindo cada vez mais da ordenação social (social sorting), do que das atitudes em relação às issues. Os estereótipos que acompanham essas definições são exemplos de tal dimensão. O trabalho traz um levantamento para comparação entre perspectivas que apon...
| Autor principal: | Silva, Gregório Unbehaun Leal da |
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| Outros Autores: | Tribunal Superior Eleitoral |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | Português |
| Publicado em: |
2021
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| Assuntos: | |
| Obter o texto integral: |
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| Resumo: |
A polarização e o partidarismo acentuado têm advindo cada vez mais da ordenação social (social sorting), do que das atitudes em relação às issues. Os estereótipos que acompanham essas definições são exemplos de tal dimensão. O trabalho traz um levantamento para comparação entre perspectivas que apontam existir polarização no público em democracias mais consolidadas. Incorporando descobertas recentes de Mason (2016, 2018a,2018b) e Lee (2020), esse artigo aponta que a ordenação social, mais do que a adesão ideológica, é a principal responsável pelo grave contexto de polarização afetiva em que as democracias ocidentais mais consolidadas estão inseridas. Conclui-se que os resultados dos trabalhos acima mencionados apontam que a dimensão
afetiva, baseada na identidade, é um elemento a se considerar como agenda de pesquisa para o estudo de tão estimulante fenômeno. O artigo também aponta algumas contribuições que observam a existência da polarização afetiva e do partidarismo negativo no Brasil. |
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