| Resumo: |
O presente trabalho tem como objetivo analisar os aspectos do Colonialismo de Dados, especialmente com relação às transformações que impactaram a produção de conhecimento social através da dataficação da vida enquanto uma nova forma de promoção de estatísticas sociais. A prática com aplicação do referido conhecimento é acompanhada de problemas jurídicos e democráticos que devem ser considerados pelo Estado e pela sociedade. À vista disso, existe um interesse notável das Big Techs com relação a promoção de bem-estar social, que visa adicionar lucro sobre a vida sem considerar as consequenciais sociais e jurídicas, levando em conta que as tecnologias são aplicadas nos seres humanos em caráter de experimento científico. Dessarte, problematiza-se como ocorre o silenciamento social na noção do Colonialismo de Dados e quais imbricações jurídicas estão correlacionadas. O método utilizado é o hipotético-dedutivo, com recursos bibliográficos e documentais. Por fim, o “bem-estar social’’ promovido por meio das Big Techs, com base em conhecimento social extraído do Big Data, tem ocasionado desafios paradigmáticos às concepções jurídicas tradicionais, como por exemplo, a transição do sujeito-cidadão para o indivíduo-usuário, com imposição de um modo de vida regrado pela violação do Direito à Privacidade, Direito à Proteção de Dados Pessoais e de outros Direitos Humanos. [Resumo do autor]
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