Abuso sexual intrafamiliar

Conteúdo restrito em respeito à legislação de direitos autorais. Fascículo disponível na Biblioteca.

Principais autores: Cohen, Claudio, Gobbetti, Gisele J.
Tipo de documento: Artigo
Idioma: Português
Publicado em: [s.d
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spelling Abuso sexual intrafamiliar Cohen, Claudio Gobbetti, Gisele J. ABUSO SEXUAL VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR DENÚNCIA ESTUDO DE CASO Conteúdo restrito em respeito à legislação de direitos autorais. Fascículo disponível na Biblioteca. Inclui bibliografia. Sumário: 1. Introdução - 2. Material e método - 3. Resultados e discussão - 4. Conclusão - Bibliografia Objetivos - Formular uma compreensão da sexualidade humana dentro da dinâmica das relações incestuosas através da avaliação dos casos de abuso sexual intrafamiliar atendidos no CEARAS - Centro de Estudos e Atendimento Relativos ao Abuso Sexual. Metodologia - O nosso universo é composto por pacientes atendidos no CEARAS desde o início do seu funcionamento em 1993 até julho de 1998. O método utilizado foi a coleta de dados dos prontuários referentes a duração e natureza da relação, na proposta que dessem subsídio a uma avaliação qualitativa, que é complementada com as experiência da prática dos atendimentos. Resultados - Nos casos atendidos no CEARAs, foram percebidas características como extensa duração das relações incestuosas; dos dados conhecidos, 63,64% tiveram uma duração maior do que 6 meses, sendo que 36,6% uma duração maior do que 3 anos. A maioria das relações incestuosas foram permeadas por atos libidinoso (65,72%), não se configurando conjunção carnal. O maior número de relações incestuosas ocorreu entre pai e filha (35,71%), sendo seguido pelas relações entre irmão e irmã (12,86%) e, em terceiro lugar, padrasto e enteada (11,43%). A denúncia foi feita na maior parte dos casos pela mãe (52,73%), com exceção dos casos em que o envolvido era seu companheiro; nestes, a denúncia foi feita pela própria criança ou adolescentes ou por pessoas que não moravam junto com a família. Conclusão - O conceito de a relação sexual intrafamiliar ser bipessoal é incompleto, pois percebe-se um envolvimento (ativo ou passivo) de todos os membros da família. Assim sendo, optamos por considerar não apenas as "relações incestuosas", mas sim as "famílias incestuosas", onde todos são vítimas e culpados. Por outro lado, a avaliação dos danos causados por este tipo de relação através de provas concretas, como por exemplo exame pericial sexológico, mostra-se ineficiente. Consideramos que a compreensão das relações incestuosas do ponto de vista da saúde mental, ou seja, psicodinâmico sugere o tratamento da "família incestuosa" como caminho mais viável para se lidar com o problema. [s.d.] Artigo de Revista application/pdf http://biblioteca.trf2.jus.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=41238 Português http://biblioteca.trf2.jus.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=41238&midiaext=83466
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