| Resumo: |
Avalia o papel das redes sociais diante do processo de desinformação digital, processo esse aproveitado pela linguagem de discursos populistas, e catalisado pela estigmatização da imprensa tradicional. Adota-se como hipótese o emprego conjunto, por parte das redes sociais, de uma curadoria de conteúdo e de um aprimoramento qualitativo do seu comportamento, hipótese essa que se almeja submeter a tentativa de falseamento, mediante uma metodologia hipotético-dedutiva. Para tanto, passou-se a abordar os conceitos de desinformação e pós-verdade digital, bem como os hábitos que caracterizam esse fenômeno. Em sequência, o trabalho aborda as práticas populistas, demonstrando suas interações com a democracia de audiência e identificando que a imprensa passa a ser, nesses discursos, apontada como parte das "elites" e, assim, considerada inimiga. Verificadas as relações entre os instrumentos que propagam a desinformação digital e a retroalimentação do fenômeno populista, o trabalho passa avaliar as repercussões das posturas propostas como hipótese às redes sociais, concluindo que tais medidas se convertem em respostas adequadas aos riscos decorrentes do populismo eleitoral, por se tratarem de soluções moderadas, que refreiam o antagonismo digital.
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